Rafaela Bernanrdino
Grupo pioneiro em Florianópolis, Violas da Ilha, traz o som do campo para o meio urbano
Na última quinta-feira o grupo "Violas da Ilha" tocou na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) com a famosa, mas rara em Florianópolis, viola caipira. Pioneiros na ideia de unir o gênero viola do campo em vários estilos musicais diferentes, o grupo tocou para o Projeto Misturada da universidade. A ideia do projeto, coordenado pelo professor, João Eduardo Titon, é dar a possibilidade de interação dos músicos da instituição com a comunidade gratuitamente.
Domingos de Salvi, diretor de arte e integrante do grupo, é um paulista que veio à procura de desafios na ilha da magia, e conversou comigo, junto do mais novo manezinho integrante da orquestra, Victor Ribeiro, sobre o que seria o instrumento viola caipira. Durante o papo, o paulista confessou o interesse pela viola surgir através de um engano de sua mãe. Na verdade, ao imaginar o presente ser um violão, a mãe de Domingos lhe deu uma viola caipira. A partir daí, o jovem garoto sentiu dificuldades de encontrar aulas e aprendeu praticamente sozinho a manusear o instrumento. Hoje, dá aulas de como saber tocar a viola. Veja trecho em que Domingos explica o que é a viola caipira e como ela funciona: