Kamila Porto
Seu
Pedro herdou um bem precioso. Sua fé deu o dom de ajudar o próximo.
De
estatura baixa, com ralos cabelos brancos, óculos, roupas quentes e pantufas
para se aquecer do frio. Assim que escuta seu nome, abre a porta e pergunta: “Você
precisa de uma benzedura, minha filha?”. Seu Pedro ficou meio desconfiado ao
saber que não vinha à procura de uma reza, mas me convidou para entrar
esbanjando simpatia.
A
casa era simples, de madeira em tom amarelo, com as aberturas em rosa. Na sala de visita,
uma estante com uma televisão, dois sofás, uma poltrona, muitas fotos
penduradas em quadros e em porta-retratos espalhados em prateleiras ao lado de
imagem de alguns santos.




