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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Tapa na cara da sociedade esportiva!

Tiago Menezes

Quarta-feira, 20 de novembro de 2013. Esse foi o dia do renascimento do espírito esportivo dentro do meu coração. Dia de final da Copa do Brasil, Flamengo e Atlético Paranaense decidindo um dos campeonatos mais importantes do país, com a casa improvisada dos atleticanos abarrotada de gente. Apesar de toda essa aura linda e de a TV dizer que era um dos jogos mais importantes do ano, essa partida foi totalmente irrelevante.

O Flamengo, com sua camisa demoníaca que tem o poder de ser campeã independente dos jogadores sem expressão que a usam, arrancava um bom resultado na casa do inimigo. Já o Atlético, que corria contra o adversário e o tempo, se esforçando para tentar fazer um golzinho para seguir vivo, tinha sua torcida descaradamente censurada por microfones colocados na torcida carioca. Tudo normal até aqui, uma típica noite de quarta-feira da Globo, eu diria.

Porém, o milagre ocorria em um canal alternativo, meio esquecido, no duelo entre um dos maiores clubes do mundo e um time valente do interior de São Paulo. Não gosto de ser repetitivo, mas me sinto na obrigação de escrever mais uma vez sobre meu clube preferido dessa temporada. Apesar de o Morumbi estar lotado e de o adversário ser gigantesco, a Ponte Preta foi lá e desferiu três disparos certeiros para cima do São Paulo, aplicando um sonoro 3x1 na casa do time da capital paulistana.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Eu gosto é de catimba!

Tiago Menezes

Cansei de ouvir que o futuro está na modernização dos estádios e clubes. Quer futebol padrão europeu? Vá para a Europa, então! Aqui é diferente. Aqui é raça, correria, empurrão e cuspida na cara. Era para ser ao menos. Aquela reclamação, já clássica, de que os times dos outros países da América do Sul abusam da catimba, como forma de intimidar os clubes brasileiros, tem que acabar. Somos Sul-Americanos também! Nossas torcidas podem pressionar tanto quanto qualquer outra. Nossos jogadores podem correr mais também, nossos narradores podem gritar mais! Claro que não falo de violência, nem de antijogo, mas podemos ser menos frescos de vez em quando. Às vezes parece até que o jogador brasileiro é inocente (rá!), mas isso tudo me parece mais uma desculpa para uma possível derrota em outro país.

Sou delirantemente apaixonante
Ao acompanhar a Ponte Preta na última rodada da copa Sul-Americana, jogando contra o desconhecido (para nós) Deportivo Pasto, pensei no quanto é fácil uma partida de qualquer outra competição parecer mais interessante do que um jogo do Brasileirão. Grandes jogadores, grandes estádios, grandes camisas, mas nada de emoção. Já está tudo definido. Muito antes de acabar, já temos um campeão, alguns já rebaixados e trocentos times de tradição não fazendo absolutamente nada. Flamengo, Internacional, Fluminense, Corinthians, Atlético Mineiro, Santos... nenhum brigando por nada. Broxante. Enquanto isso, a "pequena" Ponte Preta, vem fazendo história e vai para as quartas de final de uma competição internacional. Vibrei como a tempos não fazia. Aliás, o último jogo que vibrei de verdade foi em uma partida válida pela libertadores, há alguns anos, no qual perdemos até. Muitos copos foram quebrados naquele dia. Saudades.