Rafael Medici
Tudo começou no dia 02 de outubro de 1992, quando, no Pavilhão 9 (último dos pavilhões), houve uma briga entre os apenados de gangues opostas. O motim tentou ser controlado, porém, sem sucesso.
A Polícia Militar foi chamada e, algo em torno de uma hora depois, foi autorizada a invadir o Pavilhão. Logo no primeiro andar, onde não houve mortes, o Coronel Ubiratan Guimarães, líder da tropa, foi ferido e retirado do local. Luiz Antonio Fleury Filho, então governador de São Paulo, afirma que a notícia de que Ubiratan teria morrido se espalhou entre seus comandados.
Daí em diante, foram mais quatro andares, totalizando 20 minutos de ação dos PMs.
O Governo anunciou 8 mortes na invasão, quatro horas após o acontecido e só no outro dia, meia hora antes do fechamento das urnas do primeiro turno das eleições municipais, é que publicou o saldo total da operação: 111 mortes.

