terça-feira, 7 de maio de 2013

O olhar estopiniano sobre a República Dominicana

Leonardo Contin

Quando, no Brasil, falamos em ilhas caribenhas, logo pensamos naquele limpo mar azul turquesa, areia fina e branca nas praias, coqueiros à beira-mar e calor, muito calor! E os preços, obviamente, uma exorbitância quando comparados aos praticados nos mais badalados balneários brasileiros.

A República Dominicana tem a parte boa da visão que temos do Caribe, ou seja, o cenário deslumbrante, as belíssimas praias que acalmam aqueles que procuram paz e, ao contrário do que possamos imaginar, não tem preços tão absurdos quanto alguns balneários sul-americanos. E ainda tem uma vantagem que pouco estudamos nos livros de História no Brasil: a capital do país, Santo Domingo, é o local onde se organizou a primeira povoação europeia nas Américas. Também foi ali que se estabeleceu o primeiro governo colonial espanhol do chamado “novo mundo”.

Aí está um dos pontos turísticos mais interessantes da ilha – cujo território também é compartilhado com o Haiti -, a Cidade Colonial de Santo Domingo, que é considerada Patrimônio Mundial pela Unesco. As ruas, casas e prédios históricos são muito bem conservados e atraem uma grande maioria de turistas europeus. Percorrendo as ruelas estreitas, é possível se deparar, por exemplo, com a Catedral de Santa María la Menor, a primeira das Américas, cuja construção, com influência gótica, data das décadas de 20 a 30 do Século XVI – pouquíssimos anos após a descoberta do Brasil.

Os dominicanos também se orgulham de possuírem em Santo Domingo o primeiro hospital e a primeira universidade das Américas.


Perambulando um pouco mais pela Cidade Colonial, à margem do Rio Ozama (que divide a capital em leste e oeste), é possível encontrar o Alcázar de Colón, a casa concedida pelo Rei Fernando V, o Católico, a Diego Colón, o primogênito de Cristóvão Colombo. Neste local, hoje transformado em museu, viveram pelo menos três gerações da família do desbravador espanhol. Assim como a Catedral, também tem estilo gótico, mas com influência renascentista.

Além destes pontos de maior relevância, merecem destaque também o Pantheón de la Patria (ou Panteón Nacional), erguido em meados do Século XVIII para se tornar uma igreja jesuíta, mas que já serviu como teatro, escola e sede de organizações governamentais. Hoje funciona como mausoléu e abriga os restos mortais de heróis nacionais. Não muito longe dali, a Fortaleza Ozama, construída entre 1502 e 1508, também em bom estado de conservação, tinha como objetivo proteger a cidade dos ataques de piratas e conquistadores ingleses, portugueses e franceses. Merece uma visita.

Longe de ser apenas mais uma típica ilha paradisíaca no Caribe, a República Dominicana também conquista por características bastante exploradas no imaginário popular no Brasil: a simpatia do povo e a alegria nas músicas e danças locais. Em balneários como Punta Cana e Boca Chica é impossível não se mexer ao ouvir ritmos como salsa, merengue e rumba, tocados e interpretados nos bares e restaurantes de praia.

Foto: Leonardo Contin

3 comentários:

Fernanda Luz da Rosa disse...

Excelente texto! ;)

Fê disse...

Excelente texto!!! ;)

Leonardo Contin da Costa disse...

Agradeço o comentário, especialmente sendo proveniente de uma pessoa de tão alto garbo e notória inteligência como você, caríssima Fernanda! Infelizmente, pelas limitações do blog, não conseguimos conduzir a matéria da forma como gostaríamos - imagens de todos os pontos indicados no texto com a sua devida identificação ajudaria o/a leitor/a ter uma melhor noção da beleza dos lugares citados, mas o editor chefe limita número de imagens para não pesar o blog. Abraço cordial!