sábado, 30 de junho de 2012

Anuncie aqui!

Compre aqui. Venda aqui. A propaganda é a alma do negócio, já diz o ditado popular. No texto de hoje, veremos um pouquinho mais sobre as propagandas e seus labirintos.

Começamos com os fatos: a publicidade piora a sensação de falta. Agrava nossa saciedade e faz com que precisemos do tal produto. O bombardeio é escrachado mesmo: placas, outdoors, letreiros iluminados, rádio, televisão, revistas, jornais, spam e até mesmo mensagens de celulares não escapam. Estão em todos os lugares e de todas as formas, só nos observando cair na tentação de comprá-los.

Para escrever este texto pesquisei em vários sites, mas pasmem: as propagandas de “anuncie grátis”, “cadastre-se” e “passos para o sucesso” estavam correndo soltas! São levas e levas embaralhantes de “encontre seu amor”, “não sofra para emagrecer”, curso disso e daquilo! Um bocado de informações inúteis que são registradas a cada minuto em nossas mentes ingênuas. Mas, para os descrentes, nada de desânimo, pois existe a publicidade criativa, provando que com soluções inteligentes é possível fazer coisa útil! E algumas mostram que não é preciso falar para se comunicar: está subentendido. Comerciais que intervalam o Super Bowl são exemplos de genialidade misturados à rapidez de comunicação e pré-construídos.

No entanto, amigos, existem aquelas que falam mesmo a bendita palavra: COMPRE. Sem joguinhos e conversinhas, a propaganda do chocolate Baton usou e abusou de sua hipnose. Quem não lembra do sonoro: “compre baton, compre baton, compre baton?” Apesar da propaganda ter sido um sucesso e lembrada pelo público, a situação não foi fácil e o comercial foi proibido pelo Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) por não seguir as normas estabelecidas.

Há aquelas que viraram época, transformando-se em hits populares. O antigo comercial do MC Donald’s - lançado nos anos oitenta - mostrando como era feito o Big Mac, ficou anos e anos na programação de muitos canais. Com o seu jingle “dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola, picles num pão com gergelim”, o lanche foi considerado um dos melhores do mundo, além de ser o mais vendido. O que uma sucessão de ingredientes cantados não fazem, não é?

Nem sempre os comerciais são feitos para fazer o 'consumidor consumar o próprio consumo'. Brincadeiras à parte, eles podem, também, transformar-se em campanhas com bons intuitos, acredite! É o que fazem as propagandas institucionais, nas quais não têm o propósito de vender algum produto, e sim o de promover diferentes ações sociais. A empresa Lyle Bailie International, por exemplo, é uma agência publicitária especializada em propagandas chocantes, que passam mensagens perturbadoras ao telespectador, justamente para fazê-lo acordar. Em uma de suas criações, a empresa surgiu com o tema segurança rodoviária. Produzida no Reino Unido em 2007, o comercial tinha a intenção de impressionar o público para atingir o objetivo: diminuir o número de acidentes de trânsito, não misturar álcool com direção e tomar o devido cuidado com a alta velocidade. A ideia deu tão certo que a quantidade de acidentes diminuiu drasticamente depois da veiculação da propaganda.

Ideias boas. Ideias ruins. Sacadas geniais que nos fazem rir, chorar ou que impressionam. Épicas, que marcaram décadas. Músicas que ficam em nossas mentes. Frases jamais esquecidas e perpetuadas por nós todos os dias. São essas “Ferveu, tomou, passou” que nos persuadem a comprar o produto, a buscar uma satisfação interna. Ou então, pelo contrário, faça-nos ver como agimos errado. Refletir para agir, tendo assim resultados positivos. Acabo por aqui, perguntando: a primeira coisa que você viu foi o compre, não foi? Compre. Compre. Compre...
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Rafaela Bernardino

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