quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Modismo

Com uma nova realidade desde os últimos 10 anos o mundo não é mais o mesmo. Nem tampouco o mundo virtual, o qual surge de tudo, em qualquer lugar ou momento. Apenas um surgimento transformou o mundo virtual e chegou ao patamar de “ninguém mais vive sem”. O tão conhecido Facebook.

De um surgimento revolucionário da era digital para um mero utilitário do dia-a-dia. Não era esse o objetivo no princípio. Ou melhor, utilitário não é bem o termo certo para isso, pois não é todo mundo que o utiliza todo dia. Pode-se chamar de “modismo”?

Aqui não me refiro a modismo no sentido literal, em que todas as pessoas são iguais com mesmos comportamentos e gostos. Represento o desejo de todo ser humano com cérebro (às vezes não tão bem desenvolvido), carne, osso, pele e emocional (esse bem desenvolvido) em “fazer as mesmas coisas que todos fazem”, com a alegação de não ser excluído da sociedade. 
Esta primeira semana de outubro iniciou no dito cujo uma campanha para internautas colocarem em seus perfis uma foto de desenho animado ou personagem de HQ que marcou sua infância, para acabar com a violência infantil atual e comemorar o dia das crianças.

Antes que perguntasse para o “sabe-tudo” Google qual o meu preferido, fui obrigado a questionar: do que vai adiantar colocar a foto? Quem vou ajudar, mesmo que não colocasse a foto? A que isso tudo levaria? Não me defino aqui como crítico de ditos “modismos”, mesmo participante de alguns. Mas apenas um questionador de certos pensadores que tentam julgar o que é certo ou o que é errado. 

Luiz F. Cavalcante

6 comentários:

Crispi. disse...

Bom texto Luís! Mas não acho que esse negócio dos desenhos animados seja uma forma de protesto ou modismo. Acredito que a maioria encara mesmo como uma brincadeira, virou uma coisa nostálgica até.

Beijos!

yasmine disse...

Parabés amore !! Muito legal seu texto ;)

Roberta Kremer disse...

Acho que para a maioria isso não passe de uma brincadeira, mas acho válido questionar as ferramentas da internet. Até porque cada vez mais temos pessoas fechadas em seus mundos virtuais.

Kamila :* disse...

Ana indicou seu blog, vou seguir, haha

Eliseu David disse...

Bom dia caro Luiz. Não acredito que os usuários do facebook achavam que acabariam com a violencia ou a degradação de milhares de crianças em todo mundo pelo simples fato de colocarem uma foto de desenho animado em seus perfis durante uma semana, como você disse em seu texto. Creio que tenha sido apenas uma forma de chamar atençao para a data e trazer alguma reflexão. Agora te pergunto: vc fez alguma coisa que efetivamente aliviasse o sofrimento de alguma criança? Umazinha ao menos? Vocês tem uma ferramenta nas mãos que é esse blog, poderiam ter organizado(e ainda podem) através do face mesmo uma campanha de doações, seja de roupas, brinquedos ou alimentos, começando por seus amigos que colocaram fotos de desenhos,já que estes fizeram isso alegando ser uma forma de protesto, assim você os traria para o seu lado e uniria a brincadeira deles a sua vontade de ajudar. Só ser questionador é pouco, deve-se questionar e apresentar soluções.

Abraço a todos do Estopim.

Eliseu dos Santos David

Luciano Bitencourt disse...

Entre o assistencialismo vil e a estranheza prenhe de intolerância fico com os botões que puder pregar. Traduzindo em português, redes sociais são, ainda, próteses técnicas de mercadorias humanas. De sociais, têm apenas o nome.