sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Devil In Disguise

Estopim, palavra que ricocheteia na boca, de som ameno e significado forte, a mina escondida que promete explodir, com o ribombar de palavras, as angústias daqueles singulares seres denominados estudantes; mesmo Estopim que anuncia, em palavras de Horácio, conduzir o fogo a pólvora, que deseja incendiar com seu frágil fogo universitário, pilares, talvez nem tão sólidos; que despeja, cinco dias por semana, o augúrio jovem misturado com a essência jornalística que lhes surge. Lindo poema aos mais finos ouvidos de revolucionários e Che Guevaras ruivos.

Faço aqui, nesta sexta-feira, papel de advogado do diabo, não por menos, devo adverti-lhes, já de antemão, que não esperem de mim esta mesma revolta enlatada que partilham meus colegas de blog, serei austero quando preciso, e afável quando me convir, mas permitam-me a acidez que me é característica. Expresso neste texto de apresentação as mazelas que tantos não quiseram dizer, pois não partilho desta lírica empolgação que sofrem meus colegas, com certeza, por algum sadismo no intimo de minha alma, ou requintes de uma patologia não descoberta. 

Para não cair na redundância de repetir meus companheiros, listando intenções e esperanças, venho equilibrar todo o ego inflado da primeira semana no ar, nossa ideia foi vestida e nomeada, e nossas faces, nós demos à tapa. De agora em diante, a relação é de amor e ódio e o mesmo ego que nos protege é aquele que nos destrói. Não me estenderei demais agora no começo, pois tenho um péssimo costume de me fazer mal interpretado. Por último, só lhes digo que não se preocupem com a aspereza dos textos, no momento, estamos só nos conhecendo, depois, prometo-lhes nunca mais dizer a verdade.

Gessony Pawlick Jr.

2 comentários:

Luciano Bitencourt disse...

A verdade é mesmo um embuste que só consensos conseguem construir. Como disse Nelson Rodrigues, "A arte jornalística consiste em pentear ou desgrenhar o acontecimento, e, de qualquer forma, negar a sua imagem autêntica e alvar". Promessa é dívida! (não vou colocar aqui aqueles risos dissimulados em texto, tá legal?) Amar e odiar, pentear e desgrenhar... belo caminho para descompor a verdade!

Crispi. disse...

Pois espero ver todas suas não-verdades estampadas desse jeito tão peculiar e encantador que você escreve.