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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O pai da popularidade

Repórter Ping-Pong


Ele começou a chamar a atenção do público com apenas quatro anos. Aos sete, participou de um filme com Eliana Macedo. Aos 13, iniciou sua atividade na Rádio Piratininga, de Tupã, interior de São Paulo.

Esse é o início da carreira de Mário Motta, que de São Paulo veio a Lages para conhecer Santa Catarina, e acabou se encantando com as praias e as oportunidades que não teria no estado natal.

Formado em Educação Física, tem larga experiência em coberturas esportivas. Atuou em secretarias esportivas, e ministrou até aulas na área. Sua mais insana transmissão, foi a narração de um jogo de Beisebol pelo rádio.

Repentinamente, inventou de transmitir os Jogos Abertos de Santa Catarina. Aliou o gosto pelo esporte à aptidão pela comunicação.


Hoje, a figura é facilmente reconhecida nas ruas. Além dos anos de dedicação ao jornal do Almoço, também é normal que ele apresente cerimônias na região. Eis que num desses tantos eventos que Mário costuma apresentar, a RBS visualizou o âncora do Jornal do Almoço em 1986. Desde então, ele não saiu mais dessa atividade.

Constam em seu currículo passagens pela Rádio Clube, e Princesa de Lages, Rádio Emissora de ABC, de Santo André, e rádio CBN Diário, onde comanda o programa Notícias na Manhã. Também participou da equipe que deu início à TV Planalto (atual SBT/SC) em Lages no início da década de 1980 e mais tarde em Florianópolis.

E ao que tudo indica, passou a perna no Roberto Alves, ao firmar uma parceria entre a TV Planalto e a RBS, quando o Roberto dizia aos quatro ventos que transmitia com exclusividade os Jogos Abertos de Brusque em 1985. Danou-se!

Na televisão, no rádio e no jornal impresso. Mário aventurou-se no Jornal de Tupã e no Jornal da Alta Paulista em meados dos anos 1960 e mais tarde no Correio Lageano quando chegou à Santa Catarina. Em Florianópolis, está desde a inauguração do popular Hora de Santa Catarina no qual mantém a coluna Hora das Ruas, onde ajuda os cidadãos a tampar os buracos de rua ou também a achar um cachorrinho perdido.

Na entrevista, ele aprofunda as histórias vividas nos muitos veículos nos quais adquiriu experiência. Ele também discute a reformulação editorial do Jornal do Almoço, balançado pela concorrência e pela audiência.

Falta a Mário Motta o diploma acadêmico, mas o conhecimento de causa lhe sobra. Sua frase mais subversiva é: não dá para esperar imparcialidade do jornalismo. Você tem que cobrar isenção.